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Aumenta o número de casos suspeitos de leishmaniose canina em Santa Maria

Aumenta o número de casos suspeitos de leishmaniose canina em Santa Maria

O número de casos suspeitos de leishmaniose canina em Santa Maria aumentou de cinco para doze. As informações são da Vigilância Ambiental em Saúde da Prefeitura. Ate agora, 12 casos já foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado, o Lacen. Todos os registros são da região Norte da cidade. A última notificação de suspeita foi feita na manhã desta quarta-feira (17). O médico veterinário da Prefeitura, Carlos Flávio Barbosa da Silva, em entrevista ao programa Rádio do Povo, disse que na próxima semana serão instaladas armadilhas luminosos para tentar capturar o mosquito Palha, transmissor da leishmaniose, que possui hábitos noturnos e é encontrado em locais de concentração de matéria orgânica.

Como se dá a transmissão da doença?

A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre quando o animal é picado por insetos hematófagos (conhecidos como “mosquito palha” ou “birigui” e demais denominações) infectados. A doença não é transmitida de um animal infectado a outro sadio, é o inseto que transmite a doença.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da leishmaniose em cães podem incluir emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento exagerado das unhas, anemia, dentre outros. Nos órgãos internos, como ocorrer o crescimento do fígado e demais alterações.

O diagnóstico preciso da doença só pode ser feito por um médico veterinário, que realizará exames de sangue e exames citológicos, feito a partir de pequenas amostras de tecidos.

Tratamento

Clinicamente falando, a leishmaniose é uma doença tratável e curável, no entanto, assim como ocorre na grande maioria das doenças causadas por protozoários, geralmente não há a cura parasitológica.

O tratamento desta doença ainda envolve polêmicas, porém não é proibido e pode ser sintomático, com medicamentos veterinários de uso oral, que podem ser manipulados em farmácias. O que é proibido no tratamento desta doença é o uso de medicamentos da linha humana, proibição que está sendo questionada.

O tratamento no cão infectado, com a vacinação e repelentes, podem levar à cura clínica e à cura epidemiológica.

Como prevenir a doença?

No nosso país existe uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, com uma proteção acima de 92%.

Além da vacinação, outras medidas de controle devem ser tomadas, como combate ao inseto vetor da doença, inseticida no ambiente e a utilização de produtos repelentes no animal.

Central de Jornalismo – Fabricio Minussi (MTB 11.110)

Foto: Reprodução

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