O trabalho contínuo do Município ao longo dos anos, o incentivo à prevenção e ao diagnóstico precoce, no que diz respeito aos casos de HIV, trouxeram resultados positivos para a cidade. Isso porque, conforme o Boletim Epidemiológico – HIV/Aids, divulgado pela Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde, Santa Maria caiu posições no ranking de 100 municípios, com mais de 100 mil habitantes, com relação aos casos de HIV/Aids no país. O ranking leva em conta um Índice Composto, calculado pelo Ministério da Saúde, no período de 2012 a 2017.

De acordo com os dados divulgados, o Município está, atualmente, na 94ª posição no ranking. Segundo a coordenadora da Política de HIV/ Aids do Município, Patrícia Bueno, em 2014, a cidade se encontrava na 10ª posição – o que significava estar entre as 10 piores cidade do país no que diz respeito aos diferentes índices e taxas de detecção relacionadas ao HIV/Aids.

Conforme o Ministério da Saúde, esses índices levam em consideração taxas de detecção de Aids na população nos últimos cinco anos; taxa de mortalidade por Aids na população nos últimos três anos; taxa média de detecção em menores de cinco anos nos últimos três anos; entre outros, o que totaliza sete indicadores que formam o ranking brasileiro.

Segundo a coordenadora, a evolução do Município e, no caso, a queda no ranking pode ser atribuída, entre outros fatores, ao diagnóstico precoce, que é feito feito mais rapidamente por meio de testes rápidos, e à intensificação das ações de prevenção. Com relação ao diagnóstico precoce, Patrícia explica que, os testes rápidos facilitam o diagnóstico e, consequentemente, o início precoce do tratamento com antirretroviral. Conforme a coordenadora, até 2014, Santa Maria contava com a oferta de testes rápidos apenas no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Hoje, eles estão disponíveis em todas as Unidades de Saúde do Município, o que favorece o diagnóstico mais rapidamente.

“A Administração tem investido em processos de formação para os profissionais da Saúde e da Educação do Município. Recentemente, mais de mil pessoas, entre educadores e profissionais de Saúde, foram capacitados com técnicos de Portugal, por meio de um convênio firmado com a Unesco. Além disso, oferecemos testes rápidos gratuitos e preservativos em todas as Unidades de Saúde.

A capacitação dos profissionais e a eliminação das barreiras de acesso aos serviços do Município é uma preocupação da nossa Gestão, as quais temos buscado fortalecer. Queremos que a comunidade tenha acesso à informação e aos processos de prevenção, para melhorarmos, cada vez mais, nossos indicadores”, ressaltou a secretária de Saúde do Município, Liliane Mello Duarte.

“Fortalecemos a oferta de testes rápidos na Rede Básica, possibilitando o diagnóstico precoce. Hoje, estamos trabalhando fortemente para que, até 2020, Santa Maria também atinja a meta 90 90 90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Essa meta visa atingir que 90% das pessoas infectadas estejam diagnosticadas; que 90% dessas já tenham iniciado o tratamento; e que 90% das que estão em tratamento estejam com a carga viral indetectável, ou seja, com potencial próximo de zero para contaminação de outras pessoas”, explica Patrícia.

Ainda conforme Patrícia, o fato de o Município ter apresentado um maior número de casos nos últimos anos é resultado de uma maior oferta de testes rápidos e de mais notificações, pois elas tornaram-se obrigatórias a partir de 2014, e, não necessariamente, de que seja novos casos naquele ano da notificação.

Central de Jornalismo – Fabricio Minussi (MTB 11.110)

Texto: Mariana Fontana (Mtb 17.770)
Foto: Deise Fachin

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