A pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo determinou que tropas federais protejam os prédios da Esplanada dos Ministérios, na tarde desta quarta-feira.

Há pouco, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou, em breve pronunciamento, que tropas das Forças Armadas já estão posicionadas no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Segundo o ministro, mais homens estão se deslocando para proteger os demais prédios da Esplanada, os ministérios e o Congresso Nacional.

De acordo com Jungmann, a medida foi necessária porque a marcha Ocupa Brasília, “prevista como pacífica, degringolou para a violência, desrespeito e ameaça às pessoas”.

O protesto, que segundo a PM do Distrito Federal, reuniu 35 mil pessoas, exigia a saída do presidente Michel Temer e a suspensão dos debates sobre as reformas trabalhista e da Previdência. Pelo menos quatro pessoas foram presas e uma ficou ferida com um disparo de arma de fogo, conforme as informações preliminares.

Vandalismo e depredação atingiram Ministérios após confronto

A situação no Distrito Federal ainda era tensa perto das 17h, embora parte dos manifestantes já tenha se dispersado em função do tumulto. Todos os ministérios foram evacuados depois que manifestantes e policiais entraram em confronto, no início da tarde.

Imagens mostraram manifestantes jogando explosivos contra os tapumes que protegiam o Ministério da Agricultura, também usados como barricada. Um incêndio atingiu uma área interna da Pasta e foram quebrados quadros com fotos de ex-ministros.

Um grupo mascarado também destruiu persianas, vidraças, documentos e computadores nas pastas da Fazenda, Turismo, Minas e Energia, Cultura e Planejamento. Essa última teve queimada a ala privativa da Secretaria de Patrimônio da União. Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes e até banheiros químicos que haviam sido instalados para a manifestação. Também sofreram vandalismo a Catedral Metropolitana e o Museu da República.

Na Câmara, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou o comando da sessão, que acabou suspensa duas vezes após um protesto dos partidos de oposição contra a ação policial que ocorria na Esplanada. Alguns líderes partidários ocuparam a mesa do plenário da Câmara gritando “Diretas Já, o povo quer votar”.

Ao ocupar a mesa do plenário, os oposicionistas estenderam uma faixa com a frase “Fora Temer”. O deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) arrancou a faixa das mãos dos deputados, o que provocou tumulto. Retomada, a sessão prosseguiu, ainda com oposicionistas cercando Maia.

No Senado, a sessão se manteve, assim como no Supremo Tribunal Federal.

Central de Jornalismo – Fabricio Minussi (MTB 11.110)

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Fonte:Rádio Guaíba, com agências

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