A Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Maria (CDLSM) divulgou um balanço das vendas durante a campanha do Liquida Santa Maria, promovida durante o mês de fevereiro. Apesar de alguns setores registrarem bons números, outros acabaram deixando a média geral do período no negativo. Comparado a fevereiro de 2016, o segundo mês deste ano fechou em -2,36%.

Dentre os setores que se mantiveram com saldo positivo em vendas estão o de calçados, que registrou um montante de 11,75% a mais do fevereiro do ano passado, e o de ótica, que atingiu 12,5% sobre o mesmo período.

No negativo ficaram os ramos de vestuário, com -5,02%, materiais de construção, com-14,5%, e outros, que somam -2,68%. A CDL ouviu 60 empresas das 145 que participaram da campanha Liquida Santa Maria 2017 a fim de ter um balanço de vendas no mês de fevereiro.

Para alguns lojistas, diferentes fatores influenciaram nestes índices:

“Acredito que os descontos atrativos, condições especiais de pagamento para a campanha, e forte divulgação nos canais de comunicação com o cliente foram os principais motivos para elevar a nossa média em cerca de 25%”, diz o empresário do setor calçadista, Alcir Martins.

“Há tempos que as vendas não são como os fevereiros de antigamente. A última vez que tivemos números bons neste período foi em 2013. Na verdade, tivemos um saldo negativo porque uma loja de bairro não teve boas vendas, puxando o nosso índice para baixo. Acho que o consumidor está mais cauteloso na hora da compra. Antes, via os descontos e comprava por impulso”, considera a empresária do ramo de vestuário, Ângela Saccol Bagolin.

“Não sei apontar com clareza quais os fatores que resultaram em boas vendas. Tivemos mercadorias com descontos, mas que não foram excepcionais. Foi atípico comparado com fevereiro de outros anos e estou satisfeito”, conta Airton Medina, lojista do ramo de ótica e joalheria.

“Acredito que as vendas ficaram abaixo do esperado porque o mês foi mais curto. De 28 dias, tivemos apenas 20 dias úteis. Além disso, o pessoal aproveita para tirar férias e emendar com o feriadão de carnaval. O pessoal que costuma fazer reformas nessa época, foi viajar, pois tinha pouca gente na cidade, o movimento foi baixo, até as ruas estavam vazias”, analisa o empresário do setor de materiais de construção, Alessandro Bianchini.

Central de Jornalismo – Fabricio Minussi (MTB 11.110)

Foto: Gabriel Haesbaert / Arquivo / A Razão

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